segunda-feira, 29 de agosto de 2011

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Este é um texto construído coletivamente pelos alunos do curso de Artes Visuais. É um trabalho referente à disciplina Tecnologias Contemporâneas na Escola. O tema em questão é Cibercultura.
Inteligência coletiva

O ciberespaço está proporcionando uma nova ordem mundial, vista que os comportamentos humanos já foram e estão sendo modificados criando a cibercultura, que expande pensamentos e atitudes, e nós como seres mutantes adaptando as reais mudanças com ritmo mais acelerado, mas como sendo uma rede de cooperação, temos que pensar em como conectar as pessoas que ainda não tem acesso às redes por múltiplos motivos, a educação seria a veia de maior fluxo para tal empreitada, porque além de utilizar a tecnologia, que pode e chama a atenção de diversas pessoas, pode levar a aprendizagem a vários lugares que ainda não tem, por exemplo, o ensino superior.

Cabe a escola esse papel, preparar o homem para essas mudanças, de acordo com Paulo Afonso Ronca, “toda mudança pede empenho e aponta para o desconhecido”. Esse pensamento expressa bem o que será necessário para um futuro educador, estamos vivendo uma mudança na sala de aula, onde será necessária capacitação, competências e habilidades neste mundo virtual. 

O ciberespaço é um universo ainda desconhecido para o educador, e cabe a ele promover o jovem neste mundo virtual. E o grande desafio hoje é adaptar as atividades cotidianas no mundo da tecnologia. É uma tarefa cheia de dificuldades e com vários desafios.


Essa preparação precisa focalizar-se também em objetivos. As tecnologias auxiliam facilitando a vida das pessoas de forma incontestável, mas também são atraentes, fascinantes e distrativas. A escola deve ter o papel não só de informar e ensinar a utilização delas, mas também de dar uma noção de direcionamento, de objetivos a serem traçados e seguidos na utilização desses recursos, além da ênfase aos princípios morais para que sejam evitados alguns males que toda essa mudança trouxe como o plágio, utilizando textos tirados da internet, por exemplo.

Além do plágio, outro problema tem deturpado a imagem educativa via internet. O vocabulário despojado, ortografia incorreta, assédios sexuais, crimes, roubos, clonagens de documentos, dentre outros. O fato dos pais atualmente estarem mais distantes dos filhos, torna-se difícil o monitoramento dos acessos em tempo satisfatório, daí a necessidade de esclarecimentos quanto ao cuidado com o uso que pode ser transmitido pela escola. Entretanto, este mesmo recurso tecnológico tem sido usado em algumas escolas através de conexão direta com os aparelhos celulares que possibilitam aos pais monitorarem a presença dos filhos na escola. Esta possibilidade tem gerado polêmica entre os próprios alunos por se sentirem invadidos em sua privacidade. Este pensamento tem sido endossado por alguns psicólogos e pedagogos.

O texto inteligência coletiva nos faz lembrar que as multimídias servem aos projetos políticos, amizades, cooperações, mas servem também ao ódio e à enganação. Significando inteligência coletiva que ninguém sabe tudo e sim todos sabem alguma coisa. Através das infovias midiáticas presenciamos uma fusão das telecomunicações representando a revolução digital. Nessa indústria unificada da multimídia somos imigrantes da subjetividade, paisagem móvel de significação. O ciberespaço é o espaço móvel das interações entre conhecimentos e conhecedores de coletivos inteligentes desterritorializados.

Como exemplo de tamanha façanha, temos o exemplo na Índia com o "buraco no muro" onde a NITT socializa a campanha digital. Esse projeto realizado na Índia demonstrou que apesar de ser apenas um computador as crianças conseguem interagir, dividir e além de tudo aprender uns com os outros. Vale ressaltar aqui a resposta do menino personagem do vídeo em questão, quando lhe pedem a definição de internet. O garoto, que foi o primeiro entre aquele povo a usar sozinho o computador respondeu: "A internet é aquilo que você pode fazer qualquer coisa". E essa também é a visão de muitos alunos a respeito da internet.

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