domingo, 9 de outubro de 2011

Lixo Extraordinário

Depois de uma conversa agradável que nossa turma do curso de Artes visuais teve na manhã de sábado (08/10) com a Ana Beatriz (coordenadora de tutores da UnB) sobre assuntos como cultura, educação, arte, romanos e gregos entre outros, resolvi postar hoje sobre o trabalho de Vik Muniz, um dos artistas dos quais falamos.

Vicente José de Oliveira Muniz (São Paulo SP 1961). Fotógrafo, desenhista, pintor e gravador. Cursa publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo. Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação. Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. Em 1988, realiza a série de desenhos The Best of Life, na qual reproduz de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life. Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá às fotografias um tratamento de impressão em periódico, simulando um caráter de realidade às imagens originárias de sua memória. Com essa operação inaugura sua abordagem das questões envolvidas na circulação e retenção de imagens. Nas séries seguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado - Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate, Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.
Fonte: Itaú Cultural 

Vale a pena destacar um documentário muito bonito e interessante que relata o trabalho do artista Vik Muniz. O documentário que recebeu o nome de “Lixo Extraordinário” acompanha o trabalho de Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá ele fotografa um grupo e catadores de materiais recicláveis, a fim de retratá-los posteriormente em imagens produzidas com os próprios materiais do lixo. No entanto o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas longe daquele lugar.

Este trabalho de Vik Muniz que une arte e lixo apresenta beleza, emoção, talento e criatividade, mas acima disso está uma das características da arte contemporânea que é a representação de problemas enfrentados no tempo atual que são as questões ambientais, a desigualdade social e a dignidade humana.

Segue abaixo um vídeo com o trailer do documentário.